sexta-feira, 9 de março de 2012

Bia - ou o melhor cão para se adestrar 3


Vamos falar sobre essa adoravel menina que é a Bia, calma, submissa e... PARA JÁ !!!!
Quem gosta disso é o gringo que desmaia cachorro, para mim e para os donos da Bia,o que interessa é ATIVO E OBEDIENTE. E realmente algo não estava bem com esta doce Lhasa. E sabe a velha estória dos donos reconhecerem os problemas do cão e assim reconhecerem cada pequeno progresso que o cão faz? Assim são os donos da Bia, ela não é um show dog, mas já melhorou muito e ainda vai melhorar mais, pois o meu trabalho muitas vezes é demorado (inclusive vou preparar um post exclusivo sobre tempo de treinamento)e exige paciência dos donos, pois a minha é obrigação. E agradeço aqui a oportunidade que tenho em trabalhar com a Bia e melhorar sua auto-confiança, e o video abaixo revela muito sobre como ela está e tenho certeza que os donos dela entenderão o porque deste vídeo, que teve sua qualidade reduzida pelas limitações do blog e fica melhor se visualizado em tamanho pequeno.




quarta-feira, 7 de março de 2012

Fundamentando o Treinamento Funcional


Para fundamentar toda essa teoria descrita no post anterior vou exemplificar toda essa história comprovada pelo DNA, através da raça que crio: o English Bull Terrier.
Em primeiro lugar trata-se de uma raça tão complexa que por muitos anos foi tida como raça de cães burros, e todos que os tem sabem que estão muito longe disto, apenas não se pode treinar um Bull como se treina um Pastor alemão, ou até mesmo como um outro terrier, pois dentro dele existem bulldogues, terriers, dalmatas e tipos mistos, tudo isso descrito em padrão!!!
O que aconteceu é que ao longo da sua concepção cada criador optava por um tipo de cão, assim o criador que tivesse em mente um tipo mais pesado, usava os cães mais abuldogados, ou até mesmo os cruzava diretamente com bulldogues, para depois fixar o tipo bull.Da mesma forma os que queriam cães mais ágeis procuravam tipos mais aterrados, cruzando cães menores com descendentes diretos de terriers ou com terriers. Em determinda época acrescentou-se ao bull cães dálmatas para que eles se tornassem mais altos.E ainda paralelo à tudo isso existiam os criadores que achavam que um tipo que combinasse todas essas características seria um bull ideal, ou seja criaram um tipo misto ou balanceado. Mediante toda essa salada, os temperamentos também pendiam para o lado de maior tipo, com isto cada bull apresenta caracteristicas físicas e temperamentos diferentes e o treinamento funcional consegue prever cada um destes tipos e adequar o tipo de treinamento a ser usado, simples assim...
Acima Floyd um cão de um dos melhores canis do mundo, o Action Bulls, actionsbulls.com, para alguns Floyd é até bulldogue demais, mas para mim é perfeito!!! E abaixo fotos e desenhos que comprovam tudo que eu falei

segunda-feira, 5 de março de 2012

Entenda seu cão parte 6 - DNA confirma Treinamento Funcional




A revista National Geografic deste mes trás uma matéria interessantíssima sobre o DNA Canino. Vamos lá : Em um projeto denominado CanMap cientistas da Universidade Cornell e da Universidade de Los Angeles, em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde Americanos, colheram amostras de Dna de mais de 900 cães, abrangendo 80 variações e também amostras de Dna de canídeos selvagens como lobos e coiotes.
Entre várias constatações, eles conseguiram agrupar 85 raças, por semelhanças genéticas,em quatro grandes grupos: Lupinos,Pastores,Caçadores e Molossóides, o que revelou como os criadores recombinaram linhagens para criar novas variedades.
Veja no gráfico acima como todos as raças estudadas contém os 4 grupos. Até mesmo um shiba contém uma pequena parte de molosso!!!
Isso só vem confirmar o que descobri na elaboração do treinamento funcional, e citei em um post anterior: mesmo sendo de raça pura, vários cães apresentam "tipos mistos" e então o TF deve pender para o lado mais evidente no cão. O que essa pesquisa me oferece é a confirmação do que sempre disse aqui neste blog, muitos exemplares acabam manifestando comportamentos de raças que foram usadas na sua origem, ou seja, até um cão de companhia pode manifestar um temperamento de caça ou guarda proveniente de uma raça que foi usada em sua concepção. Ex. Shih Tzu: pelo CanMap ele apresenta muito, mas muito, de pastor e isso reflete todos os seus ancestrais, principalmente o Lhasa Apso, que tem uma combinação forte entre pastor e lupino.
Assim está provado geneticamente a FUNCIONALIDADE ATUAL de todas as raças e ainda o porque de tipos mistos, nestes cães alguma característica natural se torna mais forte e ele age diferentemente da maioria dos indivíduos. GENIAL!!!!!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Treinamento Funcional - TF



Devido à algumas discussões pelos foruns de cinofilia, vou explicar algumas diferenças entre o método que eu criei, o Treinamento Funcional, dos métodos convencionais.
1- No TF (treinamento funcional) os cães são treinados de acordo com as funções paras quais eles foram desenvolvidos, daí o nome. Então um retriever não é treinado como um cão de guarda, que por sua vez não é treinado como terrier, etc. Explicando melhor, os exercícios treinados são os mesmos, porém são aplicados de maneiras diferentes, também levo em consideração as características individuais, que podem apresentar tipos mistos, mesmo se tratando de um descendente de raça pura.
2-No TF eu trabalho sempre ao lado do cão, participando dos exercícios, tal qual os antigos criadores.
3- No TF repreensões são punições não métodos de ensino, e quase não existem pois a condição natural do cão é levada em conta para se definir o que é errado, ou seja, um terrier tipo bull estranhar outro cão não é errado e em certos casos pode ser amenizado mas jamais alterado, pois eles são assim, uma boa socialização poderá ser bem vinda, mas se vc quer um cão para deixar solto no parque opte por um cão que foi selecionado para trabalhar em matilha, como retrievers, levantadores, etc.
Outro exemplo:não se pune a mordida de um rottweiler ou fila ou doberman, pelo contrário se incentiva, pois quando se tem um cão dessas raças presume-se que vc quer um cão que te defenda, no TF existe uma técnica própria para isso, para que o cão não fique te mordendo nas brincadeiras, sem atrapalhar sua função .
4- No TF eu desenvolvi técnicas que simulam o trabalho de várias raças e isto além de gastar energia de uma maneira divertida, desenvolve várias habilidades antes dormentes no cão. Exemplo: Para os Borders Collies (pastores natos) eu criei um tipo de "brincadeira" na qual ele não me deixa sair de uma determinada àrea e também há outro treino onde os borders rebanham outros cães. Isto deixa seu Border muito mais ligado em vc e ele brincando acaba aprendendo a andar sem coleira na rua. Vc sabe aquela brincadeira de jogar a bolinha para seu Labrador, pois ir buscá-la é seu trabalho natural, viu, vc mesmo já pratica o TF. Já os terriers gostam de acabar com seus bichinhos de pelúcia, pois na Inglaterra de antigamente os melhores terriers eram aqueles que matavam mais ratos em menor tempo. No TF tudo isto é estimulado ao lado da obediência e seu cão ficará sempre:
5- ATIVO E OBEDIENTE, nunca calmo e submisso, essa é minha filosofia, isso resume e diferencia o TF de qualquer outro método.
Acima eu e Lola, Lily, Pepe e Puffy e logo abaixo eu e Catharina, no momento a nossa bebe, a mais nova da turma e isso não quer dizer nada para essa francesinha, muito pelo contrário, aguardem...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Entenda seu cão parte 5 - A Capacidade de Trabalho




Ao contrário do que voce pode imaginar, não é a inteligência que determina o quanto seu cão consegue aprender, ela é apenas um dos aspectos mais importantes deste processo. O que determina o quanto seu cão absorve de um treino é a CAPACIDADE DE TRABALHO, e esta é "medida" por 4 aspectos principais:
Inteligencia:é ela que determina a velocidade que seu cão aprende um determinado exercício;
Disposição para o trabalho: é o que determina o quanto o cão permanece em atividade;
Capacidade de Foco: é o que determina o quanto o cão consegue permanecer em uma atividade específica;
Grau de Independência(ou teimosia): é o que estabelece a velocidade de resposta à um exercício aprendido.
Exemplificando : 1- Um cão pode ser muito inteligente, mas pode ser muito independente, então aprenderá rápido, mas terá dificuldade em executar um comando quando eu solicitar.
2- Um cão pode ter um nível médio de inteligência, mas tem disposição para o trabalho, boa capacidade de foco e baixo grau de independência, então ele terá um ótimo aprendizado e com resultados rápidos.
Vale lembrar que no TREINAMENTO FUNCIONAL eu desenvolvi técnicas específicas para aprimorar a disposição,o foco e a teimosia, mas a inteligência de um cão é um fator que somente ele pode desenvolver. Nota-se também que alguns traços da cinolidade do cão podem atrapalhar o aprendizado, como medo e agressividade, inclusive alguns comportamentalistas ligam a agresividade ao medo, o que é totalmente subjetivo, pois existem vários aspectos que designam a agressividade e isto merece um post só com essa discussão. Acima temos Tião quando bebe, Puffy de gravata também bebe e July em seu sofa, ainda adolescente

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Eddy - A busca pelo Gentle Giant



Gentle Giant é o termo que os americanos usam para designar um cão muito grande e muito "bonzinho", agora imaginem só um Golden Retriever com tamanho e força de um Rottweiler... Este é o Eddy, um verdadeiro Giant, porem o Gentle (gentil em inglês) ainda vai precisar de bastante trabalho, pois suas "brincadeiras" passam da conta. E ele tem melhorado muito, o que indica que estou no caminho correto, e o treinamento funcional está deixando o Eddy ativo, mas obediente, o que é ideal para um retriever. Vale lembrar que o esforço e a lição de casa dos proprietários são de suma importância para o sucesso do trabalho e é isso que vem acontecendo.
CLIQUE AQUI para assistir a dois vídeos, um comigo e outro com o dono do Eddy,o Gustavo, mostrando o dia a dia dos treinos, pois é esse o caminho a se percorrer. Nenhum cão chega num nível como o da Brisa(aqui no blog em maio de 2010) sem passar por toda a obediência básica. E é sempre bom lembrar que no treinamento funcional o treino corre sem trancos e punições, ou seja, é só alegria

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Treinamento Funcional -Marley e Pepe

Vamos lá começar o terceiro ano deste blog e vamos falar mais uma vez de FUNCIONALIDADE. Treinamento Funcional é um método que desenvolvi e aperfeiçoei ao longo dos meus 20 anos de carreira aonde cada cão é treinado de acordo com o grupo funcional ao qual pertence(AQUI NO BLOG EM SETEMBRO DE 2010). Assim um golden tem um treinamento, um pitbull outro, etc, e aqui trago dois cães de mesmas características: Marley que é um mestiço de Golden Retriever mas que até na sua aparência apresenta pelo duro e barba e saia como um Schnauzer e Pepe que é um Schnauzer. Vale lembrar que o Schnauzer miniatura é do grupo 2 pela CBKC (cbkc.com.br) e terrier pelo AKC americano(akc.org), e isso é explicado pela versatilidade da raça e pela aptidão de absorver bem qualquer tipo de treinamento. Quando comecei trabalhar com o Marley, logo percebi pelos latidos e atitudes que algo o afastava dos retrievers e logo percebi que seu comportamento me lembrava uma certa mistura entre terriers e boiadeiros, ou melhor schnauzers. Já Pepe apresenta características típicas da raça ou melhor age igual ao Marley. Nem preciso dizer que são dois excelentes cães, amados por mim e por suas famílias, treinam da mesma forma e apresentam resultados semelhantes e ainda tem o mesmo tempo de trabalho. Acima Marley, ele é o amarelo e Pepe o preto, e abaixo um vídeo dos dois em um dia de muito trabalho